BIM de mãos dadas com os escritórios de arquitetura

Utilizado por diversos profissionais ao redor do mundo desde a década de 1980, muito ainda discute-se sobre há quanto tempo o Building Information Modeling “chegou” ao Brasil; contudo, talvez, a mais importante discussão quando se fala em BIM não seja a quantidade de anos que o modelo deu as caras em terras tupiniquins, mas sim o quanto queremos – e precisamos – adotá-lo plenamente na arquitetura brasileira.

Com influência positiva e profunda desde o processo operacional até o fim de uma construção, o papel exercido pelo BIM vai muito além do propósito de evitar erros e desperdícios, pois sua interoperabilidade - uma das grandes sacadas da ferramenta - possibilita o alinhamento de uma série de dados produzidos por profissionais de diferentes áreas, e que usam softwares diversos.

O processo projetual pode ser visto como um grande diálogo e, dessa forma, qualquer ruído que interfira nessa comunicação afetará a plena compreensão do resultado final.

Por exemplo, em um sistema convencional, os projetos de arquitetura são posteriormente complementados por hidráulica, elétrica, paisagismo e outros; inclusive, entra nesse contexto até a área administrativa, responsável pelo controle de compras, orçamento, planejamento, recursos humanos, etc. Com BIM, a ideia é que as várias inserções que acontecem ao longo do caminho conversem entre si e indiquem soluções integradas automaticamente. Para o arquiteto, a primeira vantagem do BIM é garantir que sua intenção, desde etapas conceituais, seja plenamente comunicada às partes técnicas e administrativas da cadeia.

Mas afinal, como os escritórios de arquitetura podem se beneficiar

E já que estamos falando na redução de gastos e tempo, cabe ressaltar que a implantação do BIM seria muito bem-vinda nas licitações contratadas pelo governo, afinal, a execução de grandes obras no Brasil, infelizmente, tornou-se sinônimo de corrupção. Apesar de tanta roubalheira, há luz no fim do túnel, pois o modelo tem sido visto com bons olhos por alguns integrantes da Comissão de Revisão da Lei de Licitações, que estuda exigir que obras orçadas a partir de R$ 7 milhões só possam participar do processo licitatório tendo BIM.

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