Está de saco cheio de BIM?

Após a premiação do Oscar, convidamos a atriz Glória Pires para um delicioso bate-papo, para falar sobre as expectativas, novidades e disseminação do BIM no Brasil.


S7 - Glória, você tem acompanhado a evolução do Building Information Modeling no Brasil? Você, como consumidora, também está de saco cheio desse "BIM Hollywood", com muita produção e pouco conhecimento verdadeiro?


Brincadeiras a parte - a Studio 7 é fã de carteirinha da Glória Pires #SomtosTodosGlóriaPires - nós sabemos que muitos profissionais não tem ideia do que verdadeiramente é BIM, mas já estão cansados de tanto "blá blá blá" comercial. Afinal, você, engenheiro ou arquiteto gabaritado e bem-sucedido se pergunta, por que vou fazer um projeto em BIM se até aqui sempre deu tudo certo? Veja, não temos dúvidas que deu tudo certo, até porque projetar uma construção não é brincadeira, e o mínimo que se espera é que realmente dê tudo certo. No entanto, sabe aquela velha história do “se melhorar estraga”? Então, é mentira, porque melhorar pode deixar algo que é bom ainda mais excelente. E essa é a essência do BIM.


Óbvio que existe muita gente que enxerga o Building Information Modeling apenas como um novo modelo rentável, mas precisamos ir além dos números. O que acontece é que a sua utilização (no Brasil, é importante frisar) tem muito mais a ver com a mudança cultural e aceitação do que com grana e implantação. É comum encontrarmos conteúdos na internet que descrevam a tecnologia apenas como uma ferramenta, mas de acordo com o engenheiro Cleyton Rocha, a definição de BIM está muito mais pautada em um novo conceito a ser trabalhado e divulgado.



“A grande sacada [do BIM] é não se prender as ‘marcas’. Softwares para desenvolvimento e compatibilização de projetos, gerenciamento de obra e gestão de facilities, temos centenas. O que não temos é o conceito difundido, o conhecimento compartilhado. A tecnologia só me serve como ferramenta de produtividade e auxílio para o desenvolvimento da minha arte. O que, de fato, me faz expert em engenharia, é o meu conhecimento, minha maneira de ‘engenheirar’”, comenta Cleyton.



É importante lembrar que a maioria das mudanças traz certo desconforto. No final dos anos 1980, por exemplo, ocorreu a transição dos projetos feitos no papel para o CAD (Computer Aided Design) e assim como agora, também não foi fácil que os profissionais aceitam a transformação. Fabio Villas Boas, engenheiro e diretor técnico da Tecnisa, tem uma fala que ilustra bem toda essa resistência. “A comparação entre o AutoCAD e a modelagem BIM não é entre dirigir um carro menor e um carro maior, mas entre pilotar um avião com manche e outro com joystick”, pontua.


Apesar de muitas desculpas como custo da tecnologia, qualificação da mão de obra, falta de bibliotecas, além das dificuldades com a interoperabilidade entre as ferramentas, atualmente, nota-se que o mercado vem se articulando e teve um grande avanço em termos de melhorias e qualificação de mão de obra, principalmente por parte dos jovens; ou seja, está mais do que na hora de encararmos o desafio.


Em relação a outros países, principalmente aos Estados Unidos, os projetos em BIM no Brasil ainda ocorrem de maneira embrionária, mas podem ter um impulso adicional se começarmos a entender que com seu uso toda a cadeia da construção se beneficia, o que consequentemente resulta em alcance de novos negócios, aprimoramento do processo de projeto e construção, eficiência na coordenação e compatibilização, diminuição do desperdício e redução no orçamento. É definitivamente um caminho sem volta.


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